A violência doméstica é um ato covarde
e todos os dias milhares de pessoas são vítimas de violência ou maus tratos. Este assunto é bastante delicado e requer
bastante reflexão. Em geral as vítimas são as que mais sofrem, e normalmente o
fazem sem reclamar. Os abusos desta
natureza ocasionam uma série de transtornos físicos ou mentais às vítimas,
muitas vezes para o resto de suas vidas.
As pessoas que cometem a agressão
física ou os maus tratos, muitas vezes nem se dão conta do mal que estão ocasionando
aos outros em sua volta. Muitas vezes estas pessoas são incompreendidas e
embora nada justifique suas atitudes violentas, são em geral elas mesmas
vítimas de uma infância ou juventude onde sofreram deste mesmo mal. Assim,
repetem na vida adulta as experiências que viveram no passado. Aqueles que
fazem parte deste quadro devem procurar um tratamento psicológico ou psiquiátrico,
a fim de pôr um fim neste ciclo de violência.
A violência também é manifestada muitas
vezes no calor de uma discussão, um indício claro de que o indivíduo não possui
maturidade para controlar seus apetites, paixões, pensamentos ou desejos, pois
perdeu o controle no momento da ira. Na verdade, a ira também é um mal terrível
e devido a ela muitos atos cruéis ocorrem todos os dias. Ela precisa ser
controlada!
Muitos podem pensar que a violência
está apenas na agressão física, mas existem outras formas de agressão, muitas
vezes até mais doloridas do que a agressão física. São os maus tratos. Há
homens e mulheres que são responsáveis, ou melhor, irresponsáveis, pois embora
afirmem que amam seus filhos, os tratam com palavrões, xingamentos e ignoram
momentos de prazer e de carinho que poderiam usufruir juntos de seus filhos e cônjuges.
Ao invés disto, preferem assistir o seu futebol, o seu noticiário ou a sua
novela, sem serem incomodados.
É claro que a televisão ou os programas
de televisão não são os responsáveis pelos maus tratos, pois estes vêm de uma
pessoa egoísta, individualista, insensível e materialista. Muitas vezes a
pessoa nem percebe que está mal tratando o seu próximo, entretanto o tempo se
encarrega de demonstrar os efeitos dos maus tratos. Alguns indivíduos às vezes
são os próprios culpados dos maus tratos recebidos, pois provocam o agressor
para que aja. Embora casos assim sejam mais raros, não justificam a ação do
agressor.
Na corrida da vida, as pessoas estão
cada vez mais intolerantes, preocupam-se ou incomodam-se com coisas tão banais
e permitem que situações externas acabem com sua paz interior, tornando assim
suas vidas muito mais propensas a doenças. As pessoas com sintomas assim
adoecem com maior facilidade e tendem a ser deprimidas e depressivas. Em
momentos como este, a agressão se manifesta de forma até involuntária muitas
vezes, agredindo assim aqueles que estão a sua volta.
Nestes dias em que o consumismo parece
ser a coisa mais importante para muitas pessoas, àquilo que realmente possui
valor, o indivíduo, é tratado como mercadoria e muitas vezes como mercadoria
sem nenhum valor. É preciso parar um pouco, repensar as próprias atitudes e o
cotidiano em que o indivíduo vive, a fim de concluir se não é ele o causador ou
a vítima de maus tratos.
Normalmente o agressor após cometer o
seu ato, promete que não repetirá, pede perdão, muitas vezes até culpa a vítima
por ter agido da forma como agiu, no entanto na próxima oportunidade que tiver,
acabará voltando a demonstrar a sua falta de caráter, sendo ainda mais violento.
A vítima muitas vezes sofre em silêncio e não procura a ajuda necessária, seja
por medo, por vergonha ou por outras razões. Para ter certeza de que o agressor
se arrependeu mesmo de ter cometido uma agressão, ele jamais voltará a agir com
violência.
Há diversos tipos de violência, sendo
as mais comuns: violência física, violência verbal, violência emocional ou violência
psicológica.
Segundo o Ministério da Saúde, as agressões constituem a principal
causa de morte de jovens entre 5 e 19 anos. A maior parte dessas agressões
provém do ambiente doméstico.
A Unicef estima que, diariamente, 18 mil crianças
e adolescentes sejam espancados no Brasil.
Os acidentes e as violências
domésticas provocam 64,4% das mortes de crianças e adolescentes no País,
segundo dados de 1997.
Escrito por Davi dos Santos Costa
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